Depois de registos áudio terem demonstrado que a OMS teve dificuldade em obter informações, a China vem garantir, em comunicado, que prestou toda a informação disponível imediatamente.
O governo chinês garante ter partilhado com a Organização Mundial de Saúde (OMS) – e outros organismos – todas as informações disponíveis, de forma imediata, sobre os primeiros dias da propagação do novo coronavírus. O esclarecimento surge dias depois de ter sido noticiado que as autoridades chinesas atrasaram mais de uma semana a publicação do genoma do novo coronavírus, após vários laboratórios públicos o terem descodificado, privando a OMS de informação essencial para combater a pandemia.
Foi divulgado neste domingo um relatório em que a China faz a sua cronologia dos acontecimentos, designadamente sobre o momento em que foi possível descodificar o genoma do vírus e o momento em que essa informação foi difundida. A China garante ter “partilhado a sequência do genoma, integralmente, e outras informações relativas à deteção da Covid-19, tendo regularmente notificado a OMS e outros países relevantes, que também receberam informação epidemiológica”.
No documento, citado pela CNN, a China sublinha que a Comissão Nacional de Saúde (chinesa) “confirmou, de forma preliminar, que o novo coronavírus era o agente patogénico responsável pela epidemia” no dia 8 de janeiro e que o governo tinha vindo a dar atualizações à OMS desde dia 11 de janeiro, partilhando com a OMS a sequência do genoma no dia seguinte, dia 12 de janeiro.
Em contraste, a Associated Press noticiou esta semana que as autoridades chinesas atrasaram mais de uma semana a publicação do genoma do novo coronavírus, após vários laboratórios públicos o terem descodificado, privando a OMS de informação essencial para combater a pandemia.
Uma investigação da agência de notícias norte-americana, baseada em documentos internos e dezenas de entrevistas, revela que, em janeiro, enquanto a Organização Mundial da Saúde elogiava publicamente a China e a sua “resposta rápida” ao surto do novo coronavírus, os especialistas da agência das Nações Unidas para a saúde queixavam-se em privado da falta de informação partilhada por Pequim.
O controlo rígido exercido pelas autoridades chinesas sobre a informação e a concorrência no sistema de saúde público chinês foram os principais responsáveis pelo atraso, segundo a investigação da AP. As autoridades de saúde só divulgaram o genoma depois de três laboratórios estatais o terem descodificado e após um desses laboratórios o ter publicado num portal de virologia, em 11 de janeiro.
















