O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou ontem, 24, cerca de 309 milhões de dólares para ajudar Moçambique a suprir as necessidades urgentes da balança de pagamentos e fiscais decorrentes da pandemia COVID-19.

Em Moçambique, diz o FMI, “espera-se que a pandemia tenha um impacto significativo na economia, interrompendo uma recuperação nascente após dois poderosos ciclones tropicais que ocorreram em 2019”.

Na nota que anuncia o desembolso, o Fundo detalha que Moçambique debate-se com “perturbações significativas nos serviços, transportes, agricultura, manufatura e comunicações acoplado com um péssimo ambiente externo afectando os sectores exportadores como a mineração”.

Na actualização desta sexta-feira, 24, Moçambique tem 65 casos positivos de coronavírus, a maioria em Cabo Delgado. O país não tem registo de doentes graves internados, nem óbitos.

Autoridades comprometidas em evitar a corrupção

Em resposta, o Governo adoptou medidas de mitigação que incluem distanciamento social, limitação de viagens e aumento das despesas em saúde.

Este apoio financeiro de emergência do FMI contribuirá substancialmente para o cumprimento dos aumentos necessários nas despesas de saúde e outras redes de segurança social.

O diretor executivo-adjunto do FMI, Tao Zhang, diz que“as autoridades estão comprometidas em evitar a corrupção e o uso indevido do financiamento de emergência, através do fortalecimento da transparência e a prestação de contas”.

Zhang sublinha que “neste sentido, eles publicarão os grandes contratos públicos de procurement, conduzirão e publicarão auditorias do uso dos fundos”.

Por outro lado, diz Zhang, “quando a pandemia diminuir, será crucial a retoma da consolidação fiscal e gestão reforçada da dívida e a transparência para garantir que a dívida pública permaneça sustentável.”