A Renamo exigiu na sexta-feira (08) ao Governo esclarecimentos “mais exaustivos” em relação a rumores sobre um alegado recrutamento compulsivo de jovens para o cumprimento do serviço militar no Norte do país.

“A questão não é dizer que a informação é falsa, mas garantir segurança à população”, disse Venâncio Mondlane, assessor político do presidente da Renamo, Ossufo Momade, durante uma conferência de imprensa em Maputo.

Em causa estão imagens que circulam nas redes sociais que mostram, em vários pontos de Maputo, jovens a correr, ontem, pela manhã, supostamente a fugir de militares que os querem levar à força para integrar o exército que combate insurgentes no Norte de Moçambique.

O Ministério da Defesa desmentiu ontem a autoria do recrutamento, garantindo que vai investigar o caso para “descobrir a origem, motivações e os autores” das informações que lançaram alarme nalguns bairros.

A Renamo considerou “vazio de conteúdo” o comunicado do ministério, afirmando que se trata de “falta de coordenação institucional”, pois as informações circulam há mais de quatro dias nas redes sociais.

“Os comunicados dos ministérios do Interior e da Defesa foram muito superficiais e não respondem àquilo que é o anseio da população”, referiu Venâncio Mondlane.

O suposto recrutamento coincide com a época de recenseamento militar, lançado em 10 de Janeiro com fim previsto para 28 de Fevereiro.