O PAIGC pediu a recontagem dos votos da segunda volta da eleição de 29 de Dezembro a fim de se descobrir a “verdade eleitoral”.

“Tivemos informações, que conseguimos provar ao tribunal, que cerca de 110 mil votos foram manipulados. Alguém violou o sistema informático da CNE”, disse o advogado do PAIGC, Carlos Pinto Pereira, que, falava em nome do partido liderado por Domingos Simões Pereira, nesta quinta-feira, 9, aos jornalistas em Bissau.

Pinto Pereira defendeu que apenas a recontagem de votos pode dissipar dúvidas sobre os números angariados nas urnas pelos dois candidatos e considerou que.uma peritagem poderá esclarecer as suspeitas de intrusão no sistema de dados da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

“A peritagem é uma coisa que se pode fazer em 24 horas e a recontagem de votos à frente de toda gente”, ilustrou o advogado, quem reiterou que a candidatura de Domingos Simões Pereira continua a defender que os resultados eleitorais foram manipulados pela CNE.

José Pedro Sambu refuta acusações

Entretanto, em entrevista à VOA nesta quinta-feira, o presidente da CNE refutou as críticas da candidatura de Domingos Simões Pereira e disse que os resultados nunca poderiam ser mudados.

José Pedro Sambu reiterou também que, ao contrário do que disse a mandatária do candidato derrotado, Ester Fernandes, ele não foi coagido por ninguém para mudar os resultados.

As acusações “não têm fundamento nem enquadramento jurídico” e destacou que “a mandatária não conseguiu explicar as circunstâncias, nem nomes das pessoas que disseram que me terão coagido, é falso”.

O PAIGC interpos um recurso a pedir a impugnação dos resultados que deram a vitória a Umaro Sissocom Embalo e o Supremo Tribunal de Justiça deve anunciar a sua decisão nesta sexta-feira.

VOA