Os números de infecções e mortes pelo coronavírus têm aumentado e aumentam também as preocupações por todo o mundo, sobretudo depois de se saber que a doença pode ser transmitida durante o período de incubação, ou seja, antes da manifestação dos sintomas.

Em França, são tomados cuidados com os passageiros a chegar da China: “Antes de aterrarmos, deitaram-nos desinfectante. Depois vimos o pessoal da Cruz Vermelha a usar máscaras. Deram-nos panfletos sobre a prevenção”, conta uma passageira.

Desde que o surto começou no mês passado na cidade de Wuhan, foram identificados cerca de dois mil casos. À semelhança dos Estados Unidos, também a França anunciou um plano para repatriar os cidadãos que estão na zona em quarentena.

“Há uma equipa médica encarregue da repatriação, que está já a ser formada pelo Ministério da Saúde para evitar que o vírus se espalhe em França. As pessoas repatriadas vão ser monitorizadas por profissionais de saúde e vão ficar 14 dias numas instalações”, explica a ministra da Saúde Agnès Buzyn.

Mas alguns, como Jonathan, não querem sair: “Não queremos deixar Wuhan, porque a nossa vida está aqui. As opções que temos não nos interessam. Se é para mudar de cidade e ficar de quarentena durante 14 dias num hotel, não vejo a razão”, diz o jovem francês residente na cidade chinesa.

O surto está concentrado na China, embora o vírus tenha sido detectado também noutros países, vizinhos mas também mais longínquos. A França, com três casos, é por enquanto o único país na Europa afectado. Há um caso na Áustria por confirmar.

Os cientistas estão a fazer esforços para criar uma vacina. A epidemia coincidiu com as celebrações do Ano Novo Chinês, a altura mais movimentada em termos de viagens na China. Para conter o vírus, o governo de Pequim anunciou um prolongamento dos feriados até ao dia 2 de Fevereiro.