Um jovem de 35 anos de idade encontra-se detido, acusado de matar o irmão na África do Sul, de onde fugiu para Maputo e, no último domingo, tentou assassinar a madrasta, por alegada feitiçaria.

O cidadão, que vivia e trabalhava na África do Sul, está nas celas da 13ª esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM). Ele matou o irmão mais velho devido a desentendimentos durante a partilha de dinheiro. Depois do crime, fugiu para Moçambique e instalou-se em Inhambane, sua terra natal.

Os problemas estavam ainda a começar. Naquela província, o homem foi detido, acusado de abusar sexualmente uma criança. Quando foi restituído à liberdade, ele voltou para a “terra do rand” para recomeçar a vida, mas sem sucesso.

Para perceber por que razão a sua vida não estava nos carris, o jovem recorreu, segundo as suas palavras, aos curandeiros que apontaram a madrasta, com a qual viveu vários anos ainda criança, como a responsável pelo insucesso.

Julgando-se amaldiçoado, o homem disse que comprou uma faca e uma catana para assassinar a sua madrasta. Fê-lo alegadamente porque “há muita feitiçaria” na sua família. “Senti um animal invisível a andar em todo meu corpo e quando fui buscar tratamento nos curandeiros disseram-me que é minha madrasta”.

A mulher contou que quando escapou da morte se encontrava na cozinha a preparar lanche para o enteado acusado de homicídio. De repente, foi surpreendida com golpes à catana pelas costas e ao esquivar contraiu ferimentos nas costas e no braço.

O pai do indiciado e marido da vítima foi quem evitou a tragédia e disse que está agastado com a atitude do jovem. A família inteira queixa-se da sua má conduta.

A Polícia diz que o homem será responsabilizado pelos actos que cometeu.

O País