A Polícia em Nampula deteve um homem sob acusação de destruição de campas e exumação dos cadáveres do pai, da mãe e do tio, dos quais extraiu 19 ossadas para suposta venda a um empresário.

O indivíduo foi interpelado pelos líderes comunitários, semana passada, no povoado de Ntocolo, limite entre os distritos de Lalaua e Mecubúri. Na ocasião, o acusado ia ao encontro do presumível comprador.

Ora, ele está encarcerado nas celas do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula, onde aguarda pelo desfecho dos trâmites do processo instaurado contra si.

Se para algumas pessoas pode ser arrepiante ver um conjunto dos ossos soltos de um cadáver, o cidadão a contas com a Polícia manuseia as ossadas sem receio. Ele alegou que foi aliciado por um empresário que apenas o identificou pelo nome de Abibo, o qual se dedica à exploração de recursos minerais em Lalaua. O visado prometeu-lhe uma motorizada e 20.000 meticais.

O indiciado contou ainda que exumou três cadáveres sozinho numa noite. “Eu procuro pedras preciosas em Lalaua”, onde “encontrei um patrão que me pediu para arranjar ossos de pessoas que morreram sem ter ficado doente. Fui a um cemitério familiar, desenterrei os ossos das campas do meu pai, da minha mãe e do meu tio porque queria motorizada e dinheiro”.

A PRM disse que este é o quinto caso de desrespeito aos mortos em Nampula, este ano. “Estamos preocupados e vamos continuar com diligências para neutralizar” mais promotores desse tipo de actos, bem como os seus respectivos mandantes”, comentou Zacarias Nacute, porta-voz do Comando Provincial da PRM, apelando à vigilância  e denúncia pela população.

O País