O relatório de inquérito ao homicídio de um observador eleitoral em Gaza, no sul do país, que deveria ter sido divulgado na terça-feira (22) , já “está quase” concluído e será publicado em breve, disse a vice-ministra do Interior.
“Temos avanço, e temos relatório quase concluído. Em breve será divulgado”, disse Helena Khida, em Maputo, em declarações a jornalistas à margem de uma cerimónia de graduação dos cursos militares em Maputo.
O Comando-Geral da PRM anunciou no dia seguinte ao assassínio a criação de uma comissão de inquérito ao assassínio, que deveria apresentar até 22 de Outubro o relatório final do inquérito.
Anastácio Matavel, director executivo do Fórum das Organizações Não-Governamentais de Gaza (FONGA), foi baleado mortalmente por um grupo que o perseguiu em 09 de Setembro, quando conduzia a sua viatura na cidade de Xai-Xai, capital da província de Gaza, no sul do país.
O crime aconteceu depois de o activista ter saído de uma formação de observadores, a meio da campanha eleitoral para as sextas eleições gerais moçambicanas, realizadas em 15 de Outubro.
Dias após o homicídio, a comandante-geral da PRM suspendeu os comandantes da subunidade de Intervenção Rápida e da Companhia do Grupo de Operações Especiais, em Gaza, a que pertenciam os suspeitos.
O Tribunal Judicial da Província de Gaza legalizou a detenção de dois agentes da Unidade de Intervenção Rápida alegadamente envolvidos no assassínio.
Os dois agentes faziam parte de um grupo cinco homens (quatro membros da polícia e um civil), dois dos quais morreram num acidente de viação quando tentavam fugir depois de terem baleado Anastácio Matavel, segundo a organização não-governamental Centro de Integridade Pública (CIP) e a Polícia moçambicana.
Um quinto indiciado está foragido, mas as autoridades já emitiram um mandado de captura, segundo fontes citadas pela Agência de Informação de Moçambique.
Lusa














