Os arguidos são acusados de prática de crimes de abate de animais protegidos por lei e de porte ilegal de arma de fogo e munições.

A acusação diz que os dois homens, com 26 e 33 anos de idade, entraram no Parque Nacional do Limpopo (PNL), mataram dois rinocerontes e extraíram os respectivos cornos para comercialização no mercado de Chókwè, cidade da província de Gaza.

A detenção dos dois homens foi possível graças a um alerta dos fiscais do Parque Nacional do Krueger, da África do Sul, que informaram aos seus colegas moçambicanos do PNL, que ouviram tiros vindos de Chingimene, em Moçambique.

“Depois de abaterem os animais e extrair os cornos, colocaram-se em fuga, mas os fiscais sul-africanos trataram de informar os seus homólogos do PNL, que confirmaram a existência das duas carcaças”, lê-se no comunicado.

Os fiscais do PNL seguiram os rastos e em menos de uma hora detiveram os homens nas próprias residências, onde foram encontrados com os quatro cornos e a arma fogo.

A ANAC diz que continua em estado de alerta face a ameaças associadas a casos de caça furtiva nas áreas de conservação moçambicanas.

As autoridades sul-africanas reforçaram recentemente a presença militar na fronteira com Moçambique, para combater a criminalidade, contrabando e caça furtiva.

Lusa