Sociedade Greve por aumento salarial em açucareira moçambicana entra na quarta semana

Greve por aumento salarial em açucareira moçambicana entra na quarta semana

Os trabalhadores da açucareira Maragra, no distrito da Manhiça, sul de Moçambique, completam o 23.º dia de greve reivindicando aumentos salariais, disse à Lusa fonte da comissão de trabalhadores.

“Nós queremos aumento do salário, mas o patrão não está a aceitar”, referiu António Carlos, operário na açucareira.

É a terceira vez que uma paralisação acontece este ano na fábrica de transformação de cana, estimando-se que 800 trabalhadores estejam parados, pedindo tabelas superiores às actuais, com salários mínimos de 4.600 meticais.

Na última greve, em Agosto, o Governo pediu que os trabalhadores retomassem a actividade e garantiu que ajudaria a resolver o assunto em duas semanas, mas, “chegados ao fim do prazo, não houve nada”, referiu Elias Tala, membro da comissão dos trabalhadores, em declarações à Lusa.

“A empresa limita-se a dizer que não tem dinheiro para resolver o assunto”, acrescentou Tala.

Em negociações, na quinta-feira, a Maragra Açúcar SA propôs um bónus de 20% sobre o vencimento do mês de Dezembro, mas os trabalhadores recusaram, exigindo um aumento de salário e dizendo que “o bónus faz parte de outro pacote”.

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A greve, por um prazo de 30 dias, deverá durar até final do mês, de acordo com a carta remetida à administração da empresa, e poderá ser repetida se não houver respostas, disse António Carlos.

Contactada pela Lusa, a administração da Maragra recusou-se a prestar declarações.

A açucareira Maragra é detida maioritariamente (90%) pelo grupo empresarial sul-africano Illovo, estando os restantes 10% nas mãos da sociedade privada Marracuene Agrícola Açucareira SARL.

Lusa

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