Jair Bosonaro voltou a afirmar, que o Brasil não abandonará o Acordo de Paris, pelo menos para já. O presidente afirmou que há uma “guerra de informação” contra o país e acrescentou que pode estar a haver mão criminosa de ONG’s na floresta brasileira para chamar a atenção, pelo corte de fundos.

As imagens de chamas na Amazónia são cada vez mais frequentes. Desde Janeiro foram sinalizados cerca de 73.000 incêndios. Em todo o ano de 2018 foram detectados 40.000. Mas os fogos não se resumem à floresta amazónica, ainda que seja ela a mais afectada. O número de queimadas no país cresceu 70 por cento, de Janeiro até 18 de Agosto, em comparação com o mesmo período de 2018.

O fumo provocado pelo fogo, e transportado pelo vento, devido ao mau tempo que se fez sentir, chegou a São Paulo, a mais de 3.000 quilómetros de distância, por terra. Já o fogo chegava mesmo às fronteiras com o Peru e a Bolívia.

Jair Bolsonaro falava, ironicamente, da situação afirmando que passou de “capitão motosserra” a “Nero”, ao ser acusado de pôr fogo na Amazónia. Sobre a acção que muitos pedem, para evitar as queimadas ao desbarato, o chefe de Estado desdramatizou, por ser época de fazê-la e acrescentou que é impossível enviar o Exército para evitá-las pela grande dimensão da floresta. Acabaria por dizer, mais tarde, que estes incêndios são um crime e que estão a monitorizar a situação.

No início do mês o governo do Amazonas tinha decretado situação de emergência, devido às queimadas e ao que chamava de “impacto negativo” da desflorestação ilegal neste estado brasileiro. O número de focos de incêndio no país é já o maior dos últimos sete anos.

A agência espacial brasileira ESCLARECIA diz que não há nada de anormal, em termos climáticos, este ano pelo que o aumento dos incêndios florestais não pode ser atribuído a fenómenos naturais.

A Amazónia, a maior floresta tropical do mundo, é um dos pulmões do terra e fundamental na luta contra as alterações climáticas pela quantidade de dióxido de carbono que absorve e transforma.

No início deste mês, a Noruega e a Alemanha suspenderam o financiamento de projectos para conter o desmatamento no Brasil, após ficarem alarmados com o aumento do desmatamento sob Bolsonaro.

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