Ser homossexual num país árabe e candidato à presidência, trata-se de Mounir Baatour, advogado de 48 anos, na corrida à mais alta magistratura da Tunísia.

Será inédito no mundo árabe e uma acção corajosa, já que, segundo uma sondagem, a Tunísia é país mais homofóbico do Magrebe, com apenas 7% dos cidadãos a considerarem a homossexualidade aceitável.

Mounir Baatour oficializou na quinta-feira a candidatura nas eleições de 15 de Setembro. “Entre outras coisas, aquilo que vou mesmo fazer é garantir os direitos da comunidade LGBT que está a ser perseguida na Tunísia e acima de tudo abolir o artigo 230 do código penal que penaliza a homossexualidade”, disse.

A orientação sexual do advogado já lhe valeu três meses na prisão em 2013, experiência que o levou a fundar criar a primeira associação de defesa LGBT do país.

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