Mais de 25.000 romenos vieram para as ruas de Bucareste, no sábado (10), para protestar contra o governo social democrata e assinalar o aniversário da repressão violenta da policia sobre manifestantes anticorrupção.

Muitos dos manifestantes são cidadãos romenos que vivem ou trabalham no estrangeiro.

“Nós temos esperança numa normalização. A lei é para todos, todos nós a devemos respeitar, de outra forma seria o caos. Não podemos funcionar assim, tentamos mudar isso,” declara uma manifestante romena que vive na Noruega.

“A Roménia está a viver um momento de renovação. Eu diria que há cinco anos as que as pessoas começaram a trabalhar juntas para colocar as coisas no devido lugar,” afirma o presidente da ONG Active Watch, Mircea Toma.

O protesto foi organizado e promovido por grupos de romenos que trabalham no estrangeiro, irritados com o que identificam como corrupção entrincheirada, fraca administração pública e tentativas da coligação governativa para enfraquecer o sistema judiciário num dos países mais corruptos da União Europeia.

“Essas pessoas não estão aqui apenas para assinalar a data ou para protestar contra o governo. Eles também lembram os tristes acontecimentos que ocorreram por causa da corrupção sistémica na Roménia, por exemplo, o incêndio no clube nocturno Colective, em 2015, onde morreram 64 pessoas,” esclarece a jornalista da Euronews, Mari Jeanne Ion.

Euronews