Augusto Tomás e outros dois réus foram condenados por peculato, branqueamento de capital, associação criminosa e artifícios fraudulentos para desviar fundos do Estado no caso do Conselho Nacional de Carregadores (CNC).

O Ministério Público angolano acusou os réus de crimes de peculato, branqueamento de capital, associação criminosa e artifícios fraudulentos para desviar fundos do Estado. No fim de quase dois meses e meio de julgamento, Joel Leonardo, presidente do colectivo de juízes, leu o acórdão que ditou a prisão do ex-ministro angolano dos Transportes na governação do antigo Presidente José Eduardo dos Santos.

O caso CNC começou a ser julgado a 31 de Maio deste ano e provocou ao Estado angolano um prejuízo de mais de mil milhões de kwanzas (o equivalente a 13 milhões de euros). “Em cúmulo jurídico visto o artigo 92 do Código Penal vai o réu condenado na pena única de 14 anos de prisão maior e multa de 18 meses, à razão diária de 120 kwanzas”, diz a sentença.

Para além de Augusto Tomás, também foi condenado a 10 anos Manuel António Paulo, ex-direvtor geral do CNC. Isabel Bragança recebeu 12 anos de prisão, Rui Manuel Miota, dez anos, e Eurico Pereira da Silva, dois anos com pena suspensa.

VOA