Um incêndio destruiu parte de uma casa que se encontra na Avenida Karl Marx, na cidade de Maputo. Suspeita-se que o fogo tenha sido originado por duas crianças que brincavam com fósforo num dos quartos da residência.

O cruzamento entre as avenidas 24 de Julho e Karl Marx por vezes regista enchentes de pessoas, devido aos famosos “Madjermanes”. Mas desta vez não eram os “protestantes” que criavam a azáfama, eram sim curiosos.

Os mesmos queriam ver de perto até a onde chegaria o fogo que destruía, sem muita agressividade, uma das casas que se encontra no 12º andar do prédio Arganil, ou seja, o último andar deste edifício.

A vizinha que fica de frente da casa incendiada, não quis se identificar, mas contou que quando o quarto começou a arder, ela e seus familiares estavam a descansar, e só tiveram conhecimento do sucedido pouco tempo depois.

“Só me apercebi quando recebi um telefonema da minha mãe que se encontra na Mozal” contou, acrescentando que a mãe inquiriu se ela e suas irmãs tinham conhecimento do sucedido, antes de alertar que a casa do vizinho estava em chamas.

Quando quase todos que se encontravam no edifício tiveram conhecimento do sucedido, o caus se instalou. “Todos os moradores daqui do prédio ficaram em pânico” contou Maria Wilson, moradora do sétimo andar do mesmo prédio.

Se Maria ficou em pânico, Esmeralda Lucas, que confirmou com a voz tremula, foi tomada pelo medo quando soube do incêndio. “Fechei a porta da casa, e sai para fora do prédio” contou a também moradora do sétimo andar do prédio Arganil.

Tempo depois, Esmeralda controlou o medo e os bombeiros controlaram o incêndio, evitando que ele se alastra-se pelo prédio Arganil, mas (os bombeiros) não evitaram a destruição de parte dos cómodos da casa que fica no 12º andar.

“Encontramos uma situação em que o incêndio tinha se deflagrado, pela zona do quarto, até a varanda” revelou o agente dos Serviços Nacional de Salvação Pública (SENSAP), que acrescentou que “constatou-se que o incêndio foi originado por dois menores que estavam a brincar com fósforo na cama do quarto em que começou o fogo”.

O País