Um tribunal de Joanesburgo ilibou na sexta-feira o filho do ex-Presidente sul-africano Jacob Zuma, Duduzane Zuma, da acusação de homicídio por ter provocado um acidente de viação que matou duas pessoas há cinco anos.

O juiz do tribunal da magistratura de Randburg, em Joanesburgo, considerou que o filho de Zuma, de 35 anos, era igualmente inocente de uma acusação de negligência e condução imprudente.

O juiz Tebogo Thupaatlase determinou que “qualquer pessoa sensata na sua posição não poderia ter sido capaz de antecipar que existia um charco de água na estrada para evitar o acidente”, acrescentando que “o carro de Duduzane estava em conformidade com as condições de circulação”.

O magistrado sul-africano, citado pela imprensa local, disse que o seu papel era o de “determinar se Duduzane conduziu negligentemente na noite do acidente e se causou a morte de Phumzile Dube”.

Em Fevereiro de 2014, o filho do ex-chefe de Estado sul-africano embateu contra uma carrinha-táxi, na autoestrada M1, em Joanesburgo, ao volante de um Porsche.

Phumzile Dube, uma mulher de nacionalidade zimbabueana que seguia na carrinha-táxi morreu no local e uma segunda pessoa acabaria por sucumbir a ferimentos graves no hospital. Outras três pessoas ficaram feridas em resultado da colisão.

Duduzane Zuma negou sempre as acusações desde o início do processo judicial.

O caso rapidamente assumiu contornos políticos, após a decisão inicial do Ministério Público de não processar o filho do então chefe de Estado.

O grupo de lobby AfriForum, uma organização da sociedade civil de origem Afrikaner, que obteve a reabertura do processo judicial, disse que o objectivo de responsabilizar Duduzane foi alcançado.

“O objectivo do AfriForum era garantir que Zuma Jr, como qualquer outro cidadão contra quem existe um caso, seja levado a tribunal. O AfriForum conseguiu este objectivo e acata a decisão do tribunal”, salientou a organização.

Duduzane Zuma está implicado em vários casos de corrupção que pendem contra o seu pai, devido a ligações do antigo chefe de Estado com a polémica família de irmãos empresários Gupta.

Jacob Zuma deve comparecer na segunda-feira perante a comissão de inquérito Zondo, que investiga alegados escândalos de corrupção durante o seu mandato presidencial (2009-2018).

Observador