Em comício em Orlando, presidente ataca democratas, enaltece taxações comerciais e volta a se posicionar como um “outsider” em Washington: “Os democratas são movidos por ódio, preconceito e raiva.”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente sua campanha à corrida presidencial de 2020 com um comício em Orlando, na Flórida, na terça-feira (18). Em seu discurso, Trump atacou adversários políticos, enalteceu taxações comerciais e afirmou que “o mundo inveja” a económica americana.

Trump não apresentou nenhuma proposta política, mas dedicou um tempo considerável para criticar sua rival na candidatura de 2016, a democrata Hillary Clinton, e o ex-presidente americano Barack Obama, embora ambos não estejam activos na política.

“Nossos oponentes democratas radicais são movidos por ódio, preconceito e raiva. Eles querem destruir você e querem destruir nosso país como o conhecemos. Não é aceitável”, disse Trump.

O presidente chegou a afirmar que os democratas restringiriam a liberdade de expressão caso retornassem ao poder. No entanto, muitos jornalistas americanos tem afirmado que seus frequentes ataques ao jornalismo têm obtido resultados na desestabilização da liberdade de imprensa.

Apesar de residir praticamente dois anos e meio na Casa Branca, Trump mais uma vez se posicionou como um “outsider” em Washington. Numa repetição de outros discursos, voltou a alegar que tem lutado contra a “máquina política” durante sua presidência, razão pela qual “o pântano está revidando de forma tão vil e violenta”.

Trump afirmou que sua campanha de 2016 acabou por se tornar o começo de um grande movimento político – um movimento formado por americanos que trabalham duro e acreditam que os EUA devem cuidar de seus próprios cidadãos primeiro. O sonho americano está de volta, mais forte do que nunca, proclamou Trump.

DW