O Sea Watch 3 decidiu forçar a entrada em águas italianas e tentar o desembarque na ilha de Lampedusa, desafiando a proibição do governo italiano.

Com 42 migrantes resgatados do mar Mediterrâneo a bordo e há vários dias à deriva, a tripulação do navio tomou esta decisão invocando uma emergência.

O ministro do interior Matteo Salvini respondeu no tom que lhe é característico: “Aviso à navegação – Vamos usar todos os meios que democraticamente nos são dados para bloquear este atentado ao direito. Obviamente o governo holandês vai ter de responder e o governo alemão também, visto que esta ONG é alemã e a tripulação também. Estou farto e falo em nome de 60 milhões de cidadãos italianos”, disse o ministro num vídeo publicado em directo no Facebook.

A comandante do navio Carola Rackete arrisca-se a uma pena de prisão e a ONG pode sofrer uma pesada multa e um arresto do navio. Desde a tomada de posse do atual governo italiano no qual a Liga de Matteo Salvini tem um papel preponderante, o braço-de-ferro entre Roma e as ONG que salvam os migrantes no Mediterrâneo tem sido constante. Se estas organizações alegam que estão a salvar vidas, os críticos contrapõem que estão a ajudar os passadores e a fomentar a imigração ilegal.

Euronews