A líder da Câmara de Representantes dos EUA disse aos seus colegas Democratas que preferia ver o Presidente Donald Trump preso, depois de derrotado nas eleições de 2020, do que alvo de um processo de ‘impeachment’, segundo o jornal Politico.

O Partido Democrata tem ponderado a hipótese de iniciar um processo de destituição [‘impeachment’] do presidente dos EUA, por obstrução à justiça, considerando que obstaculizou a investigação do procurador-especial Robert Mueller sobre a interferência russa nas eleições de 2016.

Nancy Pelosi tem contrariado vários congressistas do seu partido que pretendem ver Trump a depor no Congresso no âmbito do processo de ‘impeachment’, questionando a eficácia da iniciativa, tendo em conta que o Partido Republicano já disse que travaria o caso no Senado, onde tem maioria.

“Eu não o quero ver a depor, eu quero vê-lo na prisão”, terá dito Nancy Pelosi, numa reunião na Câmara de Representantes com delegados do Partido Democrata, segundo várias fontes presentes no encontro citadas na edição ‘online’ de hoje do jornal norte-americano Politico, referindo-se à possibilidade de Trump vir a ser julgado nos tribunais quando já não for presidente.

No relato feito pelo Politico, Nancy Pelosi admitiu que entende a posição dos que pretendem iniciar o processo de ‘impeachment’, voltando a repetir a ideia de que este não é ainda o momento para este procedimento.

Pelosi invocou mesmo as sondagens que dizem que os norte-americanos não veriam com bons olhos um processo de destituição do presidente, depois de serem conhecidos os resultados da investigação à interferência russa.

O procurador-especial Robert Mueller não apresentou provas concretas da culpabilidade de Donald Trump, embora também não o tenha ilibado de culpas, dizendo que a opção de uma acusação nunca esteve em cima da mesa, por ser entendimento do Departamento de Justiça que um Presidente em exercício não pode ser acusado judicialmente.

Esta afirmação serviu de argumento para que Nancy Pelosi considere que pode haver base para um processo judicial a Donald Trump, se ele perder as eleições presidenciais de 2020 e sair da Casa Branca.

Nesse cenário, não sendo Presidente em exercício, os factos apurados pela equipa de Robert Mueller poderão servir para tentar levar Donald Trump a tribunal, para averiguar as suspeitas de que teria dado instruções para os seus assessores não colaborarem integralmente com a Justiça.

Os Democratas consideram que o relatório Mueller tem diversas evidências de “obstrução à Justiça.

Donald Trump tem repetido várias vezes que não houve obstrução à Justiça e que o relatório Mueller o ilibou totalmente de qualquer responsabilidade na interferência russa.

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