Um cidadão foi neutralizado na posse de quantidades significativas de medicamentos no distrito de Mopeia província central da Zambézia.

O indiciado que está a conta com o Serviço Nacional de Investigacao Criminal (SERNIC) diz que a mercadoria não lhe pertence sendo que apenas recebeu de um profissional de saúde afecto ao centro de saúde da localidade de  Mungano posto administrativo de Campo.

“Eu fui apenas taxista destes medicamentos. O enfermeiro do centro de saúde da localidade de Mungano solicitou apenas os meus serviços de táxi. Na altura dada a quantidade eu informei ao proprietário que não ia conseguir levar todo, sendo por isso que chegou a diminuir em um plástico para me facilitar no transporte” disse o indiciado frisando que não é das relações do tal enfermeiro até porque a sua actividade é pesca na qual sustenta a sua família.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal diz que já está ao encalce do profissional de saúde que supostamente está envolvido no caso para devidos esclarecimentos.  Rosário Basílio quadro do Sernic na Zambézia que está a frente do processo de investigação do caso, explicou que já existem pistas suficientes para neutralizar o funcionário.

E o sector de saúde já reagiu em volta do caso. O inspector chefe provincial Jaime Barage diz que o sector tem estado a fazer de tudo junto das autoridades policiais no sentido de se estancar o mal que está a prejudicar não só ao sector mas também a população. Vezes há que doentes com receitas devidamente prescrita pelos médicos, chegados a boca da farmácia são informados sobre a não existência dos fármacos. Na sequência os que tem posse financeiro vão as farmácias privadas e os mais desfavorecidos ficam com a saúde entre a sua sorte.

“Temos vindo a constatar os casos de venda ilícita de medicamentos do serviço nacional de saúde. Neste primeiro trimestre registamos dois casos um no distrito de Alto-Molocué e outro no Gilé que com a colaboração com as autoridades estão a responder criminalmente” disse o inspector lembrando que o sector da saúde lançou uma linha verde provincial para a população fazer uso quer na denuncia de casos de saque de fármacos como também de mau atendimento.

Em 2018 a província da Zambézia registou 15 casos de saque de fármacos devidamente esclarecidos. Aliás de acordo com o inspector chefe provincial dos casos registados, quatro culminaram com igual número de funcionários do sector.

O País