Os passageiros que se preparavam para embarcar num voo de uma companhia aérea subsidiária da American Airlines no Aeroporto Internacional de Louisville em direção a Charlotte, na Carolina do Norte, tiveram tudo menos uma experiência normal no último sábado.

Tudo porque, antes de dar início ao voo, o piloto do seu avião foi detido por um triplo homicídio. Os passageiros pensavam que o piloto tinha sido preso por estar a beber álcool no trabalho, mas rapidamente perceberam que o caso era outro.

“Foi muito tenso”, explicou Frances Wise, um passageiro, citado pelo The Washington Post, acrescentando que se conseguia ver “que os funcionários sabiam que estava algo a acontecer”. Christian Richard Martin foi preso por suspeita do homicídio de Calvin e Pamela Phillips e Edward Dansereaun, na pequena cidade de Kentucky, em 2015. Foi o próprio procurador-geral de Kentucky, Andy Beshear, que anunciou a sua detenção. Às acusações de triplo homicídio juntam-se os crimes de incêndio criminoso, roubo e adulteração de provas físicas.

Calvin Phillips, uma das vítimas, foi baleado na sua casa em Pembroke a 18 de Novembro de 2015. Segundo a estação de rádio WKDZ-FM, seria uma possível testemunha de um caso anterior contra Martin. Já a sua mulher e Edward Dansereaun foram encontrados mortos dentro do carro de Phillips, que tinha sido incendiado a alguns quilómetros de casa, num campo de milho. Ainda não são conhecidos os motivos que levaram a estes homicídios. As autoridades começaram a suspeitar de Christian Richard Martin quando este abandonou a cidade e se mudou repentinamente para outro estado.

Em comunicado, a American Airlines disse estar “profundamente triste” com a situação e informou que o piloto foi suspenso administrativamente até que se conheça o resultado do caso. Christian Richard Martin é piloto nesta companhia desde Janeiro de 2018. “Temos um compromisso inquebrável com a segurança e protecção dos nossos clientes e membros da equipa e vamos proporcionar toda a ajuda possível à investigação”, garantiu ainda a nota enviada pela American Airlines.

A família das três vítimas também já reagiu à detenção: “Todos os dias somos assombrados pelo que foi feito e ainda assombrados pelo facto de que alguém continuava livre para fazer o que quisesse”, referiu num comunicado citado pelo Washington Post, sublinhando ainda a satisfação pelo facto de a investigação ter dado um passo em frente.

Christian Richard Martin está detido sem a possibilidade de fiança no Centro de Detenção do Condado de Christian, em Kentucky, onde aguarda julgamento.

Observador