Zamira Hajiyeva, mulher de um ex-presidente de um banco do Azerbaijão, usou 54 cartões de crédito da instituição bancária ao longo de dez anos.

A divulgação de documentos ao abrigo da lei que reverte o princípio da presunção de inocência perante a acumulação suspeita de riqueza permitiu conhecer, esta semana, pela imprensa britânica, os luxuosos gastos da mulher de um banqueiro que está preso por fraude.

Zamira Hajiyeva, de 55 anos de idade, natural do Azerbaijão mas a morar em Londres, foi o primeiro alvo desta nova lei, a ‘Unexplained Wealth Order’ ou UWO. Mulher de Jahangir Hajiyev, antigo presidente do Banco Internacional do Azerbaijão, banco estatal daquele país, gastava milhões de euros em compras supérfluas no armazéns de luxo Harrods.

É de notar que Jahangir Hajiyev, o marido, está preso desde 2016 por crimes financeiros de fraude, desfalque, lavagem de dinheiro e apropriação indevida de fundos públicos.

E agora é revelado que Zamira, que se tornou num alvo imediato aquando do processo do marido, gastou, entre 2006 e 2016, 16,3 milhões de libras (18,4 milhões de euros) naqueles armazéns, muito conhecidos no Reino Unido.

Os detalhes dos valores gastos, com recurso a 54 cartões de crédito daquele banco estatal, são surpreendentes. Desde 3,5 milhões de libras (3,9 milhões de euros) na joalharia Boucheron a 1,4 milhões na Cartier (1,5 milhões de euros) ou 160 mil libras (181 mil euros) em perfumaria, os números causaram estupefação, conforme se pode ler na BBC.

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