O ex-vice-presidente dos EUA, Joe Biden anunciou que vai candidatar-se à presidência dos EUA em 2020. 

Após meses de ponderação, Biden decidiu, esta quinta-feira, anunciar a sua decisão de se candidatar a presidente, concorrendo assim frente a Donald Trump.

Como justificação para a sua decisão, Joe Biden refere-se “aos valores centrais desta nação … à nossa posição no mundo … à nossa própria democracia … tudo o que tornou a América no que ela é”.

Com este anúncio são agora pelo menos 20 os candidatos às primárias democratas, das quais sairá o candidato do partido que defrontará Donald Trump nas presidenciais do próximo ano, sendo que vários outros nomes menos mediáticos poderão ainda juntar-se à corrida.

Biden, de 76 anos e antigo vice-presidente de Barack Obama, tem uma longa carreira política e surge desde logo entre os favoritos, ao lado do senador Bernie Sanders, que tem liderado várias sondagens e já demonstrou ser um forte angariador de fundos.

Entre os democratas, Biden tem uma experiência internacional e legislativa ímpar e está entre as caras mais conhecidas da política norte americana. Existem, contudo, algumas reservas quanto à sua capacidade para captar verbas para a campanha e à sua tendência para cometer ‘gaffes’.

A sua abordagem centrista num partido que tem movido à esquerda nas principais questões políticas levanta também dúvidas quanto à sua capacidade de mobilização.

Caso venha a ganhar as eleições presidenciais de 2020, Biden tornar-se-á no presidente mais velho alguma vez eleito, mas os seus aliados acreditam que mesmo os mais céticos acabarão por ceder dadas as suas fortes ligações aos anos da presidência Obama.

Joe Biden pretende assumir-se como um canal de comunicação entre os votantes brancos da classe trabalhadora e os votantes mais jovens e heterogéneos que estiveram na base dos resultados históricos de Barack Obama.

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