Venezuelanos afectos ao Presidente Nicolás Maduro vão marchar no próximo sábado para assinalar a saída da Venezuela da Organização dos Estados Americanos (OEA), anunciou hoje o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, o partido do Governo).

“A OEA é um espaço que tem sido utilizado para agredir a Venezuela, pelo que convocamos todo o povo bolivariano às ruas. Este sábado celebraremos a nossa saída definitiva desse espaço”, disse o vice-presidente da Formação Ideológica do PSUV.

Héctor Rodríguez falava numa conferência de imprensa em Caracas, durante a qual explicou que no dia 27 cumpre-se o prazo-limite de dois anos para que a Venezuela deixe definitivamente a OEA.

Em 26 de Abril de 2017, a Venezuela anunciou a saída da OEA.

O anúncio ocorreu depois de a OEA ter aprovado, no mesmo dia, a convocação de uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros para analisar a crise política na Venezuela.

No dia seguinte, o Presidente da Venezuela considerou ter dado um “passo gigante para romper com o intervencionismo imperial”.

O responsável partidário do PSUV Héctor Rodríguez frisou ainda que “o povo venezuelano é lutador” e que está disposto a lutar contra as sanções e ataques dos Estados Unidos da América.

“Não pense o Governo dos EUA que nos renderemos, pelo contrário, somos um povo digno, que não se atemoriza perante nada. O povo venezuelano conta com um partido e o apoio de movimentos sociais do mundo”, declarou.

Segundo Héctor Rodríguez, as últimas sanções dos EUA, contra o Banco Central da Venezuela, são “um bloqueio ao povo” venezuelano que “necessita de medicamentos e alimentos”.

No entanto, garantiu que a Venezuela não quer uma confrontação com os EUA, mas sim “diálogo, paz e respeito”.

“A nossa mão está estendida para o diálogo, com respeito. Apesar dos ataques e bloqueios, o Presidente Nicolás Maduro estende as suas mãos ao diálogo”, garantiu.

A marcha dos simpatizantes do regime foi anunciada depois de na sexta-feira o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, convocar os venezuelanos para saírem às ruas, no sábado, para ajuramentar mais de 3.000 Comandos de Ajuda e Liberdade.

“Temos dado os passos necessários, com consciência. Não tenham dúvida de que há uma estratégia e sobretudo um povo acompanhando uma rota e uma comunidade internacional”, disse Juan Guaidó, em Caracas, numa assembleia de cidadãos que teve lugar na Praça Bolívar de Chacao, no leste da capital.

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