Os processos relativos às denúncias por corrupção instaurados desde 2017 contra o ex-Presidente brasileiro Michel Temer, que não puderam tramitar enquanto ele foi chefe de Estado, vão finalmente avançar nos tribunais.

Com a saída da presidência, a 1 de Janeiro, Temer deixou de ter imunidade e pode ser alvo da Justiça como qualquer outro cidadão num tribunal comum e não apenas no Supremo Tribunal Federal, em que as acções foram instauradas mas estavam paradas.

Numa das denúncias, Temer é acusado de ser o destinatário de quase 150 mil euros apreendidos ao então assessor presidencial Rodrigo da Rocha Loures, filmado a sair de uma pizzaria de São Paulo com uma mala com dinheiro, que seriam luvas pagas pela empresa JBS, líder mundial na produção de proteína animal.

Na segunda denúncia, Temer é acusado de obstrução à Justiça por ter sido gravado pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, a combinar como pagar o silêncio de testemunhas incómodas e subornar juízes que poderiam comprometer ambos.

A terceira e última denúncia, apresentada em Dezembro passado, acusa o ex-Presidente de ter emitido um decreto presidencial para favorecer empresas portuárias ligadas a Rocha Loures, também em troca de luvas de milhões.

CM