Um alto responsável rebelde iemenita ameaçou hoje impedir que aviões da ONU usem o aeroporto de Sanaa, a capital, caso as negociações na Suécia não façam retomar o tráfego aéreo civil.

Se não houver uma decisão nas negociações na Suécia (que devem ser hoje retomadas) sobre a abertura do aeroporto da capital para o povo iemenita, chamarei o Conselho Político e o governo (do movimento rebelde Huthis) para o fechar [o aeroporto] a todos os aviões “, escreveu Mohammed Ali Al-Houthi, na sua conta do Twitter.

As conversações de paz entre as partes em conflito no Iémen são retomadas hoje na Suécia, após o fracasso das negociações que a ONU tentou realizar em Genebra, em setembro.

Na altura, só o Governo iemenita marcou presença, uma vez que os rebeldes recusaram viajar por falta de garantias de que poderiam regressar ao Iémen.

As últimas conversações de paz em que as partes beligerantes se encontraram foram no Koweit, no verão de 2016, e, no final, a delegação Huthi ficou retida durante três meses em Omã porque a coligação árabe sob comando saudita que controla o espaço aéreo iemenita impediu que regressassem a Sanaa.

A guerra no Iémen começou em finais de 2014, quando os Huthis, apoiados pelo Irão, tomaram o controlo da capital, Sanaa, e o conflito generalizou-se em março de 2015, com a intervenção da coligação árabe liderada pela Arábia Saudita.

Este conflito desencadeou a “mais grave crise humanitária atualmente existente em todo o mundo”, segundo a ONU.

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