O transporte de pessoas e bens no município de Metangula, província do Niassa, através do lago Niassa, reinicia este mês de Outubro.
Trata-se das rotas Metangula-Cóbuè, no distrito do Lago, no Niassa, e para Mikoma, uma pequena ilha malawiana.
Devido à avaria que se verificou nos finais de 2017, o “ferry-boat”, vulgarmente chamado “Chambu”, ficou atracado num porto malawiano para observações mecânicas, complicando, desde então, a vida de milhares de pessoas que se serviam deste meio de transporte lacustre.
Com efeito, “Chambu” desempenhava um papel de relevo aos munícipes de Metangula, e não só, no transporte de bens.
Falando ontem, durante o comício que orientou em Metangula, o chefe da brigada central para a assistência ao Niassa, Carlos Agostinho do Rosário, disse aos residentes que ao votarem na Frelimo estarão a garantir o recomeço das viagens do “Chambu”.
“Vamos recomeçar o transporte em Outubro aqui em Metangula”, disse Carlos do Rosário.
A promessa aconteceu no decurso da campanha eleitoral ora em curso e que entrou hoje no seu sexto dia consecutivo, na sequência das eleições de 10 de Outubro corrente em 53 autarquias do país.
Além do reinício do transporte lacustre, Carlos do Rosário promete a reabilitação de várias infra-estruturas locais, incluindo a estrada que liga Metangula e Lichinga, a capital da província do Niassa.
“Este Outubro vamos colocar um bloco operatório para as mães aqui em Metangula”, afirmou, acrescentando que, em Novembro, o sistema de abastecimento de água deverá entrar em funcionamento. “Já lançamos um concurso público para o efeito”, vincou.
Aliás, Carlos do Rosário apelou aos munícipes para que não dêem ouvidos às propagandas de outras formações políticas.
“Se vierem vos dizer votem em nós, digam a eles que já estão atrasados”, disse.
A Renamo e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), o segundo maior da oposição, também concorrem à presidência do conselho autárquico de Metangula.
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