A Procuradoria da Cidade de Maputo diz que ainda não tem a localização exacta e comprovada dos bens do Abdul Satar para sua recuperação a favor do Estado e avança que já terminou a instrução preparatória sobre os dois processos-crime contra o cidadão mais conhecido por Nini.

Em Julho passado a Procuradoria-Geral da República anunciou a captura de Nini Satar, que deixou o país em 2014 quando estava em liberdade condicional após ter cumprido pena por envolvimento no homicídio do jornalista Carlos Cardoso.

Das diligências encetadas, com o apoio das autoridades congéneres, foi possível a localização e captura do cidadão Momade Assif Abdul Satar, conhecido Nini Satar”.

Dois meses depois a Procuradora Chefe da Cidade de Maputo Amélia Machava, disse hoje ao jornal O País, que a Procuradoria-Geral terminou recentemente a fase de instrução dos processos contra Abdul Satar.

“Em relação aos dois processos devo dizer que a nível da procuradoria nós já terminamos a instrução e os processos estão em tribunal. Um deles que é o processo relativo ao uso de documentos falsos já está em instrução contraditória ao nível do tribunal e o outro ainda aguarda diligências processuais na secção em que se encontra. Há pessoas que foram ouvidas e não posso estimar o número e a instrução começou a semanas e ainda não findou, certamente ainda está no processo de audição e busca de provas”. Disse Amélia Machava, Procuradora-Chefe da C. Maputo

A Procuradoria na Cidade de Maputo diz que continua na busca dos bens do Nini que até o momento ainda não foi possível ter uma localização exacta e comprovada dos seus bens.

“ Nós já estamos neste processo de busca de bens do cidadão Nini Satar a bastante tempo, como devem estar recordados ele foi condenado no processo da fraude do caso BCM, há valores do estado por recuperar e se soubermos ou tivermos informações exactas da sua localização o estado accionará com certeza todos os meios de cooperação internacional que tem ao seu dispor para que esses bens retornem. No território nacional ainda não foram recuperados porque é a tal coisa da falta de registo ou então os bens podem estar não sei, em nome de terceiras pessoas mas não temos indicação da localização exacta e comprovada dos bens do Nini Satar” Acrescentou Amélia Machava – Procuradora-Chefe da C. Maputo

Na altura da sua captura, Nini Satar, tinha autorização judicial para sair do país para tratamento médico, e foi encontrado com um passaporte falso, em nome de Sahime Mohammad Aslam.

Nini Satar, que havia cumprido metade da sua pena, é também indiciado em casos de raptos, mas os processos ainda estão em investigação.

O País