Moçambique é um dos países com taxas tributárias mais altas da região da África Subsariana, revela um estudo apresentado segunda-feira, em Maputo, pela Euro Monitor International, segundo escreve AIM.

O estudo, apresentado no seminário sobre políticas tributárias, refere que a situação propicia a fuga ao fisco, principalmente no ramo de importação de bebidas alcoólicas.

Nesta área, o país perde mais de 300 milhões de dólares em receitas por causa do comércio informal.

A consultora da Euro Monitor International, Carla Camaio, defende que é urgente a reforma das políticas fiscais nacionais de forma a aliviar o sector privado das elevadas taxas tributárias.

“A questão da tributação inadequada, especialmente na área das bebidas espirituosas que criam incentivo a informalidade, o preço muito alto num país com crise económica em deterioração do poder de compra da população, acaba levando, em geral, incentivos para a ilegalidade, especialmente das bebidas mais caras, como é o caso das espirituosas que geram muito lucro no comércio informal”.

“O nosso estudo olha para oito países diferentes na África subsariana e Moçambique é o segundo país com taxas tributárias mais altas da região”, acrescentou

O director executivo da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Eduardo Sengo, defende que, ao invés de agravar as taxas tributárias, o Governo poderia apostar no alargamento do número de contribuintes para incrementar as receitas do Estado.

“É preciso ir sempre pelo aumento do número de contribuintes de pessoas que pagam taxas em vez de pressionar os poucos que já pagam, o que pode perigar o nível de emprego. Tem que se ver se é mesmo uma taxa ou então se são regras colocadas e controladas”, disse.

Folha de Maputo