A Polícia da República de Moçambique solicitou a imprensa para afastar a hipótese de o menor Gervásio Joaquim Manguaze ter morrido por baleamento, no dia 3 do mês em curso, no bairro Sidwava, município da Matola, província de Maputo.

Segundo Inácio Dina, porta-voz do comando geral da Polícia da República de Moçambique, nada indica que as duas perfurações no corpo da vítima tenham sido causadas por um projéctil, uma vez que no local não foi encontrado sangue suficiente.

Dina explicou à imprensa que na altura dos factos, o menor encontrava-se no interior de uma residência de construção precária, localizada na área serviçal do quartel do regimento de infantaria motorizada mas, momentos antes de ter sido declarado morto, o menino encontrava-se com um outro menor a brincar aos pulos por cima de uma cama feita de paus. Durante esse período, a cama cedeu e o menor deixou de reagir.

De acordo com a PRM, há a hipótese de os dois furos encontrados do corpo da criança terem sido efectuados propositadamente, para fazer vincar a ideia de que ele foi vítima de um projéctil, por estarem nas proximidades de um quartel.

No local onde o corpo foi encontrado, segundo Inácio Dina, não há indicação clara, nem indício de sangue bastante de que o finado teria tido perfuração de um projéctil, porque não foi achado sangue suficiente e nenhum projéctil, por isso, o menino pode ter morrido por asfixia e hemorragia interna ao ser apertado pelos paus da cama em que se encontravam a pular.

Do trabalho efectuado até ao momento constatou-se que a população se encontra a residir na área do serviçal do quartel, contudo, nos próximos dias serão divulgados os resultados da autópsia.

Folha de Maputo