Internacional Trump quer proibir acessórios para armas de fogo

Trump quer proibir acessórios para armas de fogo

Donald Trump quer proibir os ‘bump stocks’, acessórios que tornam as armas mais rápidas e mais mortíferas. A decisão surge uma semana depois de um novo tiroteio na Flórida ter feito 17 mortos.

No seguimento de um novo tiroteio – na passada semana, um antigo aluno matou 17 pessoas numa escola da Flórida – e de inúmeras pressões para ter algum tipo de acção quanto à regulação das armas de fogo, Donald Trump parece começar a reagir. Primeiro, defendeu no Twitter que Republicanos e Democratas devem trabalhar juntos para intensificar o controlo ao historial das pessoas que querem comprar armas. Agora, assinou uma ordem directa ao Departamento de Justiça para banir os chamados bump stocks: acessórios que tornam as armas de fogo mais rápidas, mais eficientes e mais mortíferas.

A discussão sobre os bump stocks não é nova. Vários atiradores, que nos últimos anos mataram centenas de pessoas em escolas ou concertos, utilizaram estas modificações. O mais recente foi Stephen Paddock, que no dia 1 de Outubro de 2017 matou 58 pessoas durante um concerto em Las Vegas.

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Entretanto, esta terça-feira, a maioria republicana na Flórida rejeitou uma moção dos Democratas para banir com efeitos imediatos as armas de fogo naquele estado. O New York Times indica que os Republicanos admitem considerar uma nova proposta antes do final do Março mas não é expectável que a proibição total das armas seja aprovada.

Na Casa Branca, a porta-voz de Donald Trump garantiu que o presidente norte-americano está determinado em encontrar uma maneira de proteger os cidadãos. Questionada sobre se essa determinação poderia envolver um mais vasto controlo e regulação – que não só aos bump stocks – Sarah Huckabee Sanders afirmou que “nenhuma porta está fechada”.

Apesar de esta ser a primeira acção de Donald Trump na direcção do controlo das armas nos Estados Unidos, as expectativas não são muitas. O senador do Connecticut, o democrata Christopher S. Murphy, tomou as rédeas dos mais céticos e defendeu que “se isto é tudo o que a Casa Branca consegue fazer para responder à violência armada, é manifestamente insuficiente”.

Observador

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