Internacional Ministro russo acusa Ucrânia de violar acordo de paz de Minsk

Ministro russo acusa Ucrânia de violar acordo de paz de Minsk

O chefe da diplomacia da Rússia, Serguei Lavrov, considerou em Liubliana que a Lei de reintegração do Donbass, promulgada na terça-feira pelo Presidente da Ucrânia, viola o acordo de paz de Minsk e significa o uso da força.

“As recentes acções do Governo ucraniano não correspondem de forma alguma ao acordo de Minsk. Refiro-me em particular à Lei de reintegração do Donbass, que significa a utilização da força”, disse Lavrov.

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo também admitiu que esta decisão poderá significar que sejam ignorados outros aspectos do acordo de paz, em que se inclui o respeito pelas minorias, e apelou à ONU, Conselho da Europa, União Europeia e NATO para estarem atentos à evolução da situação.

Em 18 de Janeiro o parlamento de Kiev aprovou uma lei sobre os territórios “ocupados” no leste do país que admite o recurso à força militar naquela região controlada pelos separatistas locais pró-russos, e que foi legitimada na terça-feira pela assinatura do Presidente Petro Poroshenko.

O texto designa as regiões leste como “temporariamente ocupadas” pelo “país agressor”, a Rússia, e admite o uso da força militar para que regressem ao controlo da Ucrânia.

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A lei aprovada pelo parlamento ucraniano não faz referência ao acordo de paz de Minsk, patrocinado pela França e Alemanha, e que constrange Kiev a aprovar legislação que garanta uma ampla autonomia para as regiões separatistas, e uma amnistia para os rebeldes.

Segundo a ONU, e desde o início do conflito na primavera de 2014, na sequência da anexação pela Rússia da península da Crimeia, já foram mortas mais de 10.000 pessoas na região do Donbass.

Lavrov assinalou em paralelo que na Ucrânia estão a ocorrer frequentes manifestações de xenofobia e práticas neonazis, perante as quais não existe reacção das autoridades ou dos ‘media’, sugerindo que por esse motivo as incitam indiretamente.

O chefe da diplomacia da Rússia exemplificou com os ataques contra um centro russo de ciência e cultura onde foi queimada a bandeira do país, e assegurou que a polícia não reagiu.

De visita à capital da Eslovénia e antes de partir para a Sérvia, Lavrov abordou hoje com o seu homólogo Karl Erjavec a cooperação bilateral, a situação no Médio Oriente, Balcãs e União Europeia.

O chefe da diplomacia do Kremlin também manteve um encontro com o Presidente esloveno, Borut Pahor.

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