Um produtor de televisão reformado, acusado de contratar três homens para matar a mulher, disse à polícia que apenas estava a fazer uma pesquisa para escrever um thriller criminal.
David Harris, de 68 anos, está acusado de pagar 300 mil euros a três homens para assassinar Hazel Allinson, de 69 anos, com quem viveu durante 30 anos. O homem terá dado a ordem com o intuito de gastar a herança de Hazel – o que incluiria uma casa no valor de um milhão de euros, em West Sussex, Inglaterra – com a amante, de 28 anos, Ugne Cekaviciute.
Durante uma audiência no Tribunal Central Criminal, Harris disse à polícia que esperava escrever um thriller criminal, usando o próprio percurso de vida como inspiração. “Um homem conhece uma jovem mulher e apaixona-se por ela, ainda que seja casado. Esse homem não consegue estar com a jovem porque não consegue suportar os custos económicos a que isso obriga, no entanto, sabe que se alguma coisa acontecesse à sua mulher, iria herdar os seus bens“, narra David.
Harris afirma que procurou “pessoas do submundo em bares e cafés de má qualidade” na tentativa de obter ajuda para a realização do romance. Entre pesquisas, um dia foi apresentado a ‘Chris’, Christopher May, a quem revelou o plano. O que David não sabia era que Chris era um polícia à paisana. Harris estava na cama com a amante, Cekaviciute, num hotel do sul de Londres quando foi preso, em Novembro de 2016. Durante a detenção, o homem disse que a situação era bizarra. “Isto é ridículo. Já falaram com a minha mulher? Nada disto tem que ver com ela ou com a Ugne. Eu estou fazer pesquisa para escrever um livro“, explica David.
O homem insistiu que as personagens era inventadas e o cenário imaginário, ressalvando que nunca seria capaz de matar a “alma gémea”, Allinson. Durante o interrogatório policial, Harris disse que tinha conhecido Allinson em 1989 mas que a relação sexual abrandou depois dela ter contraído cancro, em 2012. David Harris nega as três acusações de homicídio de que é alvo. O julgamento ainda prossegue.
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