O Tribunal Judicial do Distrito Ka Mpfumu, na cidade de Maputo, decidiu dar provimento à reclamação apresentada pelo candidato ao cargo de Presidente do Conselho Directivo da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Quessanias Matsombe.
O tribunal, segundo o diário electrónico “Mediafax”, considera aceitáveis os argumentos da providência cautelar submetida pela lista de Matsombe, por entender que foi injustiçada com a reprovação da candidatura, alegadamente por irregularidades documentais.
Assim, a votação que deveria ter lugar quinta-feira da semana corrente fica suspensa enquanto se esclarecem os contornos que levaram a Comissão Eleitoral da CTA a reprovar a lista de Matsombe.
Para o esclarecimento deste assunto, a CTA será ouvida pelo tribunal no dia 11 de Maio.
Se a explicação da CTA não for convincente, será o fim da candidatura única do político e empresário, Agostinho Vuma, pois, portas estarão abertas para a entrada de Quessanias Matsombe na corrida.
Entretanto, o candidato Agostinho Vuma, que conta com o apoio de Salimo Abdula (anterior presidente), e Rogério Manuel (actual), apresentou publicamente, esta terça-feira, a sua candidatura ao cargo.
Na ocasião, Vuma falou do divórcio entre a política e os negócios, defendendo que, não é o facto de ser deputado da Assembleia da República, pela Frelimo, que vai misturar os negócios e a política.
“Apesar da minha qualidade política, sou contra o sufoco político/ partidário da vida empresarial“, disse Vuma acrescentando que a luta travada pelos anteriores presidentes, nomeadamente Salimo Abdula e Rogério Manuel, deve continuar.
“A acção dos associados deve merecer primazia aos interesses ou filiação política. Não peço e nem pedirei nenhum apoio, se não dos associados“, disse Vuma, que é deputado pelo partido no poder, com mandato suspenso.
AIM














