Deputados da oposição na África do Sul e guardas do parlamento envolveram-se ontem (09), numa batalha campal quando os legisladores interromperam, com vaias, o discurso sobre o Estado da Nação do Presidente Jacob Zuma.
Num cenário caótico, com murros de parte a parte, cerca de 30 agentes de segurança do parlamento – vestidos com camisas brancas – expulsaram à força 25 deputados do partido radical de esquerda Combatentes pela Liberdade Económica.
Os deputados do EFF – que consideram que Zuma não tem legitimidade para se dirigir à Nação – impediram o discurso durante mais de uma hora.
O discurso sobre o Estado da Nação no parlamento, na Cidade do Cabo, já estava marcado pelo inédito contingente de militares destacados para proteger a Assembleia.
Grupos opositores de Zuma convocaram várias manifestações em frente ao parlamento – a exigir a demissão do presidente – o que levou à mobilização de cerca de 440 militares para o local. A medida é inédita, pelo que levantou protestos dos partidos da oposição e da sociedade civil sul-africana.
O principal partido da oposição, a Aliança Democrática (AD), viu na medida uma “demonstração de força” para “intimidar a oposição”, enquanto o terceiro partido da África do Sul, os Combatentes pela Liberdade Económica, qualificaram a mobilização da Força Nacional Sul-Africana de Defesa como “uma declaração de guerra” aos sul-africanos.
Os dois últimos discursos do Estado da Nação de Zuma ficaram marcados por confrontos entre polícia e manifestantes, que acusam o Presidente sul-africano de corrupção e culpam-no pelo mau desempenho económico do país.
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