Destaque Comissão Mista volta a reunir para o diálogo político

Comissão Mista volta a reunir para o diálogo político

Depois de um dia de suspensão para dar lugar a consultas, a Comissão Mista para o diálogo político volta hoje a reunir, junto dos mediadores, podendo fechar o ponto sobre a cessação imediata das hostilidade militares.

Trata-se de um dos quatro pontos da agenda sobre a mesa e que é uma exigência do governo, no quadro das negociações em curso, com vista ao fim da tensão político-militar em curso no país. Na última sessão, que teve lugar ontem, a mediação disse haver alguns avanços sobre o ponto em análise, mas prevalecem divergências que precisavam de ser discutidas com mais profundidades.

Temos alguns pontos da proposta que não há nenhum problema para ambas partes, mas há outros que precisam aprofundar a discussão, por forma a atingir um acordo sobre estas últimas”, disse Mario Raffaelli, coordenador da mediação, no fim da cessão de ontem.

A partida, o governo e a Renamo divergem sobre as modalidades das tréguas, mantendo cada parte as suas posições de conforto.

A Renamo defende que as tréguas devem acontecer, na condição das Forças de Defesa e Segurança afastarem as posições que, alegadamente, cercam o seu líder, em Gorongosa.

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O governo diz que este condicionalismo não faz sentido algum e as tréguas devem acontecer, com cada grupo nas posições que actualmente ocupam.

Na busca de reduzir as diferenças e acelerar os consensos para viabilizar as tréguas, os mediadores entregaram na passada sexta-feira, uma proposta, na base da qual se está a trabalhar.

A proposta não é do conhecimento público, contudo, já reúne acordo parcial entre as partes.

A proposta levada pelos mediadores já foi alvo de discussão em separado com o governo e com a Renamo esperando-se, por isso, que no encontro de amanhã se possam remover os últimos obstáculos que condicionam o acordo final sobre a matéria.

A discussão foi feita com base numa proposta que foi entregue às partes, na passada sexta-feira, e que toma em consideração o que foi discutido com as duas partes nos encontros que tivemos em separado na semana passada”, disse Mario Raffaelli.

O País

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