Destaque Moçambique regista avanços significativos no combate ao HIV/SIDA

Moçambique regista avanços significativos no combate ao HIV/SIDA

Moçambique regista avanços significativos no combate ao HIV/SIDA que se traduzem numa cobertura de 84 por cento de pessoas elegíveis ao tratamento anti-retroviral desde o ano de 2011.

No mesmo período, Moçambique também registou uma redução de 25 por cento no número de novas infecções e de 6,7 por cento na taxa de transmissão vertical (de mãe para filho).

Estes dados foram avançados hoje pelo vice-ministro moçambicano da Saúde, Mouzinho Saíde, na abertura, em Maputo, da reunião para divulgação das novas directrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a prevenção e tratamento do HIV/SIDA para Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Integram os PALOP Moçambique, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné Bissau.

Dados do Inquérito Nacional de Prevalência, Riscos Comportamentais e Informação sobre o HIV/SIDA (INSIDA) de 2009, indicam que Moçambique possui uma taxa de seroprevalência de 11,5 por cento.

Estatísticas da OMS indicam que mais de 26 milhões de pessoas vivem com o HIV/SIDA em África, sendo os PALOP os mais afectados, com cerca de sete por cento do peso desta epidemia no continente.

Segundo Saíde, o sucesso de Moçambique deve-se a implementação de uma declaração política, através da qual os países comprometeram-se a alcançar as metas instituídas.

“Neste sentido, após ratificação desta declaração, Moçambique elaborou o seu plano de aceleração da resposta, onde traçou metas ambiciosas com o intuito de reduzir as novas infecções, bem como garantir melhor qualidade de vida dos afectados”, disse a fonte.

Neste novo instrumento, os países comprometem-se a acabar com o SIDA como epidemia até 2030 e reafirmam os compromissos de liderança política na resposta a doença.

Outras medidas incluem o aumento do financiamento doméstico e externo; adopção de iniciativas de prevenção primária para a redução de novas infecções e de políticas não discriminatórias, entre outras.

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Saíde entende que, com a adopção desta declaração, os PALOP poderão caminhar rumo aos “90/90/90”, onde 90 por cento das pessoas conhecem o seu sero-estado de prevalência, 90 por cento das pessoas conhecem o seu sero-estado devem estar em tratamento antiretroviral e 90 por cento das pessoas em tratamento devem ter superação viral.

Por isso, foi em resposta a esta estratégia que a OMS lançou, em 2015, as novas directrizes, que recomendam o início universal do tratamento anti-retroviral para todos os adultos, adolescentes e crianças vivendo com HIV, independentemente do seu nível da sua carga viral.

Falando em representação do Fundo Global, Kirsi Viisainen, destacou a parceria como um aspecto fundamental no combate ao HIV/SIDA, no que concerne a disponibilização de fundos para viabilizar o processo.

Viisainen reconhece que os recursos financeiros permitem que os países trabalhem de maneira integrada e equilibrada, com vista a atingir as metas com melhor eficiência.

Por isso, o Fundo Global disponibilizou mais de 14 biliões de dólares para apoiar os países na luta contra a epidemia no período de 2014/2017.

“O mundo espera que atinjamos 90/90/90. É neste desafio que estamos a ver o aumento de financiamento e temos que fazer mais. Este tipo de trabalho que vocês estão a fazer agora, neste seminário, é extremamente importante. Temos que fazer mais e com a mesma rotina”, referiu.

Durante o evento, com uma duração de cinco dias, os participantes deverão abordar vários temas, incluindo inovação na prevenção do HIV, com enfoque na circuncisão médica masculina voluntária; manejo da infecção pelo HIV em mulheres grávidas, crianças e lactentes; monitoramento da toxicidade e da resistência aos anti-retrovirais; tuberculose associada ao HIV e prestação de serviços de cuidados para o HIV/SIDA.

AIM

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