Um tribunal egípcio condenou o ex-Presidente islamita Mohamed Morsi a uma nova pena de prisão perpétua num caso de espionagem em benefício do Qatar.
O antigo Presidente, destituído em Julho de 2013 pelas forças armadas e já condenado à pena de morte, a prisão perpétua e a 20 anos de prisão em três outros processos, foi julgado com 10 coacusados pela alegada entrega de “documentos relativos à segurança nacional” ao Qatar, segundo a acusação.
Foi condenado a prisão perpétua, que equivale a 25 anos de prisão no Egipto, por ter dirigido uma “organização ilegal”. Foi ainda reconhecido culpado de ter “roubado documentos secretos relativos à segurança do Estado”, indicou à agência France Presse o seu advogado Abdel Moneim Abdel Maqsud.
Morsi foi, contudo, absolvido da acusação de espionagem, que levou à condenação à morte de seis dos seus coacusados, dois dos quais jornalistas.
Trata-se do quarto processo contra Morsi, originário da Irmandade Muçulmana, classificada de organização terrorista pelas autoridades.
Desde a destituição de Morsi pelo ex-chefe das forças armadas e actual Presidente Abdel Fattah al-Sissi, os seus apoiantes têm sido alvo de uma repressão sangrenta no Egipto.
Folha de Maputo
















