O Ministro do Interior Basílio Monteiro, disse na manhã de hoje (04), na Assembleia da República, no quadro das respostas às questões colocadas pela bancada parlamentar da Renamo ao informe, relativamente a gestão da situação político-militar.
No mesmo momento, Monteiro esclareceu os acontecimentos de 25 de Setembro em Gondola, que culminaram com a morte de 20 pessoas dentre membros da guarda do líder da Renamo e civis segundo fonte governamental, como tendo sido um “incidente” provocado pelo disparo que um membro da guarda de Afonso Dhlakama teria feito e alvejado o motorista de uma mini-bus de transporte semi-colectivo que seguia o mesmo trajecto da comitiva.
“Vamos continuar até que todas as armas sejam retiradas de mãos alheias ou sejam entregues voluntariamente pelos homens da Renamo ao legítimo dono, o Estado”, acrescentou.
Monteiro diz ainda que a Renamo tenta confundir a opinião pública ao justificar a manutenção das armas nas suas pelo acordo geral de paz, pois este dispositivo legal determina que a Renamo tinha apenas que permanecer com as mesmas até à realização das primeiras eleições gerais em 1994.
Quanto ao acordo de cessação das hostilidades o titular da pasta referiu que a Renamo não entregou as listas dos seus homens para serem devidamente treinados e enquadrados no exército e na polícia.

















