No âmbito da celebração dos 41 anos do Cessar-fogo, entre a Frelimo e governo português, Dlhakhama anunciou a criação de sua própria polícia para garantir a ordem e segurança pública nas províncias onde supõe de ganho.
Num comício, na província de Zambézia, distrito de Milange, o líder da Renamo disse: “Dentro de semanas vamos constituir a nossa Polícia da República de Moçambique”. Esta decisão, como avança a Renamo, é pela Frelimo não integrar homens da Renamo nas Forças de Defesa e Segurança, logo, violação do Acordo de Roma que estabeleceu a criação de uma Polícia unificada (os militares estatais e os guerrilheiros da Renamo) e do Acordo de Cessão de Hostilidades de 05 de Setembro de 2014.
“Eu, Afonso Dlhakama, já não preciso de meter os meus homens na Polícia, porque é a Polícia da Frelimo que ameaça a população” declarou Dlhakama.
Afonso Dhlakama pretende criar um outro quartel em Milange – quase uma semana após instituir quartel-general em Morrumbala – para formar agentes da polícia do partido.
A polícia e quartéis novos “não são para atacar a Frelimo, nem para fazer guerra contra a Frelimo”, mas sim para assegurar a ordem nas seis províncias “autónomas” esclareceu o líder.
Estão criadas todas condições necessárias para o efeito: os impostos a serem cobrados nas autarquias provinciais; traçadas estratégias de combate à pobreza e corrupção para garantir investimentos e provimento de serviços de educação, saúde e vias de acesso as populações.
















