O papa Francisco autorizou a criação no Vaticano de uma instância judiciária encarregada de julgar bispos que não agem com transparência em casos de pedofilia em suas dioceses.

Eles serão julgados por “abuso de poder” e “violação do direito canónico” se acobertarem os padres denunciados por abusos sexuais de menores de idade ou adultos em situação de fragilidade, anunciou o Vaticano.

O delito de “abuso de poder episcopal” já existia no direito canónico, mas foi revisado agora para contemplar os casos de bispos que não denunciam os abusos.

“Durante essas décadas de crise, as comissões, os procedimentos, os protocolos e as promessas se multiplicaram. Mas eram sem sentido. Assim, por muito tempo, padres foram encarregados de se ocupar de outros padres que cometeram ou acobertaram crimes sexuais, então poucas coisas mudarão”, reagiu a associação americana de ex-vítimas.

As queixas serão recebidas e transmitidas pelas congregações para os Bispos, para a Evangelização dos Povos e para as Igrejas Orientais, que são as três instituições que acompanham as actividades episcopais no mundo.