O Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), através do pelouro máximo, desta instituição pública, Louis Pelembe, acredita que, aliando o conhecimento científico, sobretudo, as tecnologias e inovações, com as técnicas tradicionais usadas nas zonas rurais para a transformação dos recursos que garantem a sua sobrevivência, é possível impulsionar o desenvolvimento rápido das comunidades.

Falando nesta quinta-feira, (18), na abertura do II Seminário Nacional de Actores do Desenvolvimento Comunitário baseado em Investigação, Transferência de Tecnologias e Inovação, sob o lema, “Contributo da Tecnologia e Inovação no Desenvolvimento Comunitário, Louis Pelembe, destacou que, aliando as duas componentes, tecnologicas e a tradicional, pode-se impulsionar rapidamente o crescimento das comunidades moçambicanas.

“O nosso país é composto por cerca de 24 milhões de habitantes onde a sua maioria vive em zonas rurais dependendo ainda das técnicas tradicionais para a transformação dos recursos que garantem a sua sobrevivência. Nós acreditamos que este conhecimento tradicional e secular das nossas comunidades for aliado ao conhecimento cientifico, tecnologias e inovações é possível impulsionar o desenvolvimento rápido das comunidades”, destacou Pelembe.

O seminário, além de servir de um momento, para reflexão e troca de experiências entre o Governo e parceiros, ligados a esta plataforma, haverá espaço para as visitas de campo e discussão sobre mecanismos de articulação permanente dos diferentes actores de desenvolvimento comunitário.

MCT gradua 16 mulheres empreendedoras em matérias ligadas as tecnologias

A distinção, visava reconhecer, cerca de 15 mulheres moçambicanas, formadas em matérias de emprendedorismo através do programa de suporte à inovação na África Austral (SAIS), em parceria com o MCT, através do programa STIFIMO.

Segundo o representante do MCT, Vasco João, estudos apresentados, apontam que, a nível de África, têm – se estado a registar um crescimento muito acentuado em negócios liderados por mulheres, o que significa que as mesmas desempenham um papel muito importante no desenvolvimento económico e na transformação inovativa.

Aliais, para Vasco, é importante que sejam desenhados programas que apoiem o empoderamento das mulheres com ferramentas que contribuam para o desenvolvimento dos seus negócios e para que tenham uma margem competitiva no mercado. O desenvolvimento deverá estar alinhado à inovação, às tecnologias e a sustentabilidade.

Igualmemente, as mulheres devem apropriar-se das tecnologias de informação e comunicação, na medida que as mesmas criam oportunidades para melhorar a prestação de serviços e tornarem visíveis os negócios, através do uso destas ferramentas.