O Presidente da República, Armando  Guebuza, está disponível para se sentar à mesa e dialogar com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, com vista a homologarem os consensos já alcançados no diálogo político que decorre há mais de um ano entre o Governo e a Renamo, o maior partido da oposição.

A informação foi revelada ontem a jornalistas pelo chefe da delegação governamental e  Ministro da Agricultura, José Pacheco, no final 70 a do diálogo político com a Renamo havida no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, na capital do país.

Segundo Pacheco, estão criadas todas as condições para que o líder da Renamo esteja presente neste acto.

”  O Governo está disponível para criar as condições logísticas necessárias para que o líder da Renamo possa marcar presença na cerimónia de homologação, em liberdade e com total protecção “, disse.

Por sua vez o chefe da delegação da Renamo, Saimone Macuiana, explicou que o seu líder deu ordens a delegação para assinar o documento com o Presidente Armando Guebuza.

“Os moçambicanos estão preocupados em saber quando é  que o acordo vai ser assinado para que possam circular tranquilamente no país” disse Macuiana, acrescentando que “nós estamos prontos, mesmo agora, desde que haja disponibilidade do lado do governo”, explicou.

No final da ronda de ontem os chefes das duas delegações procederam, na presença dos observadores nacionais e dos jornalistas, à troca dos três documentos consensualizados semana passada, com o compromisso de cada parte ir aprofundando os mecanismos da sua implementação.

“Rubricámos os instrumentos que vão levar a que possamos dar passos mais acelerados para a consolidação da unidade nacional, da paz e da ordem e segurança pública no nosso país”, disse José Pacheco, indicando que estão, por conseguinte, criadas as condições para que seja formulado o convite aos observadores militares internacionais.

Saimone Macuiana afirmou, por seu turno, que apesar de ter sido um trabalho longo, no final foi dado um passo importante que, entretanto, não significa o fim do processo.

“Não é o fim do nosso trabalho, mas um passo importante visando o alcance da paz, da estabilidade do país e do bem-estar do nosso povo”, disse, sublinhando que, mais do que nunca, torna-se fundamental a implementação na íntegra daqueles instrumentos.

De referir que os documentos assinados correspondem a um memorando de entendimento sobre os princípios gerais para o fim da violência militar, os termos de referência da missão de observadores militares internacionais que vão fiscalizar o fim das hostilidades, bem como os mecanismos de garantia de implementação dos acordos, que incluem a aprovação de uma lei da amnistia para actos criminais que tenham ocorrido durante o período de confrontação.