O Fundo das Nações Unidas para a Natureza em Moçambique (WWF – Moçambique) lançou recentemente no país, uma petição para salvar a fauna bravia moçambicana, no que diz respeito a matança de elefantes e rinocerontes.
De acordo com informações divulgadas no sitio desta instituição, todos os dias nas savanas e florestas moçambicanas, elefantes são abatidos pelo homem e em outros casos, pontas de rinoceronte são encontradas com traficantes interceptados nos aeroportos, “muito provavelmente de rinocerontes abatidos nos países vizinhos”.
Para esta organização, a situação põe em risco não só a fauna, como também a economia e segurança nacional. Dados do relatório do WWF divulgado em 2012 (Wildlife Crime Scorecard) e outros organismos internacionais indicam que Moçambique, para além de ser palco destes crimes, é também considerado um dos maiores corredores de marfim, com destino a Ásia. Igualmente, o país não tem uma legislação forte e adequada para estancar estes crimes ambientais.
Outros dados indicam que nos últimos dois anos foram mortos em Moçambique mais de 2,500 elefantes, um cenário preocupante para a sociedade moçambicana. “Não só estaremos a perder uma das espécies que pertence a nossa herança Natural e Cultural, como o fenómeno nos poderá levar a perder investimentos na área de turismo, o que irá afectar toda a economia nacional”, pode-se ler no sítio.
No mesmo documento é desatacado também o facto de, a caça furtiva ameaçar igualmente a segurança nacional, na medida que estão envolvidas redes de quadrilhas com armamento sofisticado, que depois vai parar nas mãos de outros criminosos.
Estima-se que com os 2,500 elefantes abatidos ilegalmente o país perdeu em receitas ao Estado, cerca de 12.321.428 milhões de dólares em taxas e sobre taxa para além de outros rendimentos multiplicativos típicos da indústria turística (acomodação, transporte e salários).
Por todo o continente Africano, dezenas de milhares destes animais, são abatidos a cada ano. E em muitos locais, a espécie já foi caçada até a extinção. “Se não agirmos agora podem não restar elefantes e rinocerontes em Moçambique, em muito pouco tempo”, alerta a organização.
De referir, que a caça ilegal aos elefantes e rinocerontes tem sido impulsionada pela procura de esculturas de marfim e chifres de rinocerontes que se acredita terem forte poder de cura em países asiáticos.
Entretanto, em resposta à crescente pressão de organismos internacionais de conservação e países vizinhos, com destaque para a África do Sul e a CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Fauna e Flora Ameaçados de Extinção), devido ao crescente número de casos de caça furtiva e comércio ilegal de produtos de fauna e flora, entidades do governo moçambicano já assumiram o compromisso para intensificar as suas respostas para estancar os crimes ambientais, em particular a caça furtiva dos animais em menção.















