A medida foi anunciada há dias pelo governador provincial de Tete, Ratxide Gogo, que reiterou que tal facto resulta da necessidade de evitar a perda de vidas e derramamento de sangue face às ameaças avançadas pela formação política liderada por Afonso Dlhakama, de atacar os comboios ao longo da linha férrea de Sena.
“O governo provincial e a empresa Caminhos de Ferro de Moçambique decidiram paralisar a circulação do comboio de passageiros para evitarmos a perca de vidas humanas porque os homens da Renamo ameaçaram e concretizaram ataques a viaturas de transporte de passageiros na Estrada Nacional nº1, mais concretamente no troço entre Save e Muxúnguè, na província de Sofala, faltando fazê-lo na linha férrea de Sena. Antes que isso suceda preferimos acautelar e parar o comboio de transporte de passageiros”, disse o governador de Tete.
Uma medida idêntica foi também tomada na semana passada pela empresa mineradora Rio Tinto, o mesmo não acontecendo com a Vale que mantém os seus comboios em circulação transportando a sua carga até ao porto da Beira.
“É preciso entender que ainda não temos nada de anormal na linha férrea de Sena no troço Moatize/Dondo. Nós apenas mandamos parar momentaneamente os comboios de transporte de passageiros por questões organizacionais e de segurança face às ameaças proferidas pela Renamo de inviabilizar o funcionamento daquela ferrovia” – afirmou Gogo.
O governador da província de Tete falou igualmente do incidente ocorrido no passado dia 24 do mês em curso, em que um comboio de transporte de carvão da mineradora Vale descarrilou à entrada da sede de Dôa, em Mutarara.
Explicou que “a locomotiva descarrilou por falta de uma agulha nas manobras das linhas na entrada de Dôa e as direcções das empresas CFM e Vale estão a investigar mais pormenores para encontrar as razões mais detalhadas que causaram este incidente que provocou danos materiais elevados”.
Ratxide Gogo referiu, entretanto, que em termos de segurança ao longo da ferrovia de Moatize a situação continua calma sendo que as empresas mineradoras, por questões meramente organizacionais e de precaução, estão a movimentar os seus comboios com restrições.
Uma fonte da Vale disse há dias ao nosso Jornal que nas suas minas de exploração de carvão na bacia carbonífera de Moatize, as operações estão a decorrer normalmente.
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