Sociedade Inhambane: Preço do pão divide Governo e panificadores

Inhambane: Preço do pão divide Governo e panificadores

Em disputa estavam cinquenta centavos acrescidos ao anterior preço, que era de dois meticais o pão de 100 gramas de peso. Os panificadores subiram igualmente um metical o pão de 200 gramas, passando de seis para sete meticais.

As novas tarifas, que chegaram a vigorar durante 20 dias, de 9 a 28 de Março, sem incluir os três dias de greve, aparentemente não reivindicado pelos consumidores, foram praticadas à revelia das autoridades governamentais, na sua qualidade de reguladoras dos preços no mercado.

No final de seis rondas negociais colocando frente-a-frente o Governo Provincial, os panificadores e o Conselho Empresarial de Inhambane foi descartado o reajustamento do preço do principal alimento da sociedade de moçambicana, um diferendo que, no entanto, ainda promete fazer correr muita tinta, uma vez que os panificadores não se dão por vencidos pelo Governo.

A greve dos panificadores, de propósito marcada para um final de semana, embaraçou os residentes das duas cidades separadas pela baía de Inhambane, pois os que fazem o pão caseiro, pese embora alguns tenham equipamento moderno, passaram por dificuldades para satisfazer a demanda. Na capital provincial alguns cidadãos recorreram à mandioca e seus derivados para o seu pequeno almoço, entre outras refeições onde o pão é fundamental.

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Inhambane: Preço do pão divide Governo e panificadores

No segundo dia da greve pelas ruas da Maxixe e mercados informais era possível encontrar pão de qualidade trazido das vilas de Morrumbene e Homoíne vendido, no entanto, a preços especulativos, muito mais do que os cinquenta centavos, o móbil do diferendo entre os panificadores e o Governo. O pão trazido pelos panificadores de Morrumbene e Homoíne era comercializado a quatro meticais, mais dois meticais do que o preço em disputa.

Aparentemente, fazendo jus ao seu estatuto de Terra de Boa Gente, os residentes da capital provincial de Inhambane, sem tumultos nem grande preocupação, foram cruzando os bairros periféricos à procura do chamado pão caseiro à espera que o Governo e os padeiros chegassem a um entendimento e trouxessem de volta o pão nas padarias.

Se é que Maxixe foi socorrido pelo pão de Morrumbene, Homoíne e ainda do Supermercado Taurus, que não aderiu à greve, Inhambane recorreu à mandioca comprada na feira comercial de Guiúa. Refira-se que antes e durante a greve dos panificadores os residentes das duas cidades demonstraram um grande sentido de civismo e urbanidade, atitude tida pelos panificadores como sendo de consentimento dos novos preços.

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