As autoridades do Vaticano e de Roma instalaram um grande dispositivo de segurança, similar ao do funeral de João Paulo II, em 2005, para receber as quase 130 delegações oficiais, entre elas uma grande representação latino-americana que homenageará o primeiro papa do subcontinente.

O 266º papa da história da Igreja Católica, um jesuíta que sempre se caracterizou pelo seu austero estilo de vida, pediu aos fiéis do seu país que não viajassem à Cidade Eterna e dedicassem esse dinheiro para ajudar os mais necessitados.

No entanto, a julgar pelo Ângelus de domingo, muitos argentinos já se encontram na capital italiana para expressar o seu afecto por este Pontífice “do fim do mundo”, que em poucos dias deu novos ares à instituição milenar, pela sua proximidade com o povo e pelas suas palavras a favor de uma Igreja mais acolhedora e próxima às origens do cristianismo.

A missa de entronização, durante a qual o novo papa receberá o pálio e o anel do pescador, próprios do ministério petrino, deve começar pontualmente às 9.30 horas locais (10.30 horas em Maputo).

Papa Francisco entronizado hoje

Antes, Francisco, que reside temporariamente na Casa Santa Marta, dentro dos muros do Vaticano, à espera de ocupar em alguns dias o seu apartamento pontifício no Palácio Apostólico, deve saudar a multidão a partir do seu “papamóvel”.

De acordo com a Imprensa italiana, o papa circulará durante meia hora entre os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, algo nada surpreendente vindo de um Pontífice que já quebrou o protocolo em muitas ocasiões para saudar afectuosamente os fiéis, apesar dos desafios que isto gera para os serviços de segurança.

O papa pronunciará uma homilia na missa concelebrada por todos os cardeais presentes em Roma e contará com a participação inédita na liturgia dos irmãos franciscanos do convento de La Verna, situado nas montanhas da Toscana.

Francisco, primeiro papa jesuíta, escolheu este nome em homenagem a São Francisco de Assis e defende uma “Igreja pobre e para os pobres”. Após a missa, o papa receberá as delegações, entre as quais se destacam a presidente Dilma Rousseff e o líder mexicano, Enrique Peña Nieto, que dirigem os dois países com mais católicos do mundo.

A cerimónia de hoje vai ser acompanhada por vários líderes mundiais, incluindo a Presidente argentina, Cristina Kirchner, Chefe de Estado do país de origem do até agora arcebispo de Buenos Aires, Jorge Bergoglio, e a primeira a ser recebida pelo novo Pontífice.

De África estará presente o Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, entre outros líderes.