Com a concretização, Moçambique passará a ser o primeiro país na região austral de África a beneficiar de um apoio daquela organização no contexto de combate às doenças crónicas e epidemiológicas, cujo objectivo é procurar abranger pacientes que vivem em zonas recônditas e por conseguinte longe de acesso a meios de diagnóstico.

A intenção foi manifestada num encontro que envolveu o nosso país, através do ministro da Saúde, Alexandre Manguele, o PCA e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da França Philippe Douste-Blazy, representantes do Unicef, OMS, Médicos Sem Fronteira MSF e Clinton Health, entidades parceiras da UNITAID.

Aquela organização já investiu 40 milhões de dólares norte-americanos em Moçambique, permitindo que mais de 25 mil crianças recebessem tratamento de alta qualidade, de HIV, para além de ter permitido que 10 milhões de moçambicanos fossem tratados à malária e tuberculose resistentes.

Para efectivar estas e outras acções no nosso País, aquela organização lançou uma iniciativa global de saúde que é sustentada por pequenas taxas de bilhetes aéreos. “ A UNITAID pediu à França e outros países que acordaram que as suas companhias aéreas cobrassem um dólar norte-americanos a cada cidadão, pela compra de um bilhete para viajar”, exemplifica.

Novas tecnologias na saúde: Melhora o diagnóstico da Tuberculose e SIDA

Fazem parte desta iniciativa países como a França, Reino Unido, Brasil, Noruega e Chile. Em cinco anos, aquela organização conseguiu angariar dois biliões de dólares e iniciou as suas acções em parceria com a OMS, a M Sem Fronteiras MSF, UNICEF e a Clinton Health.

Philippe Douste-Blazy disse ainda que a intenção da sua organização é fazer com que pessoas que vivem distantes das unidades sanitárias tenham acesso a rastreios e outras formas de cuidados médicos que até agora só são possíveis em hospitais localizados nas cidades.

Por seu turno, o ministro da Saúde, Alexandre Manguele, enalteceu a inovação da UNITAID e manifestou a disponibilidade do seu sector em trabalhar com aquela organização internacional, tendo em conta que vem reforçar a acção do MISAU através do Orçamento do Estado.

“É verdade que o orçamento deste ano foi reforçado para a área de saúde, mas mesmo assim, não é suficiente e acreditamos que com a ajuda internacional poderemos melhorar mais o sector de saúde”, disse Manguele.

Para além de Moçambique, outros países vão se beneficiar do apoio desta organização como por exemplo, Tanzânia, África do Sul e Zimbabwe.

A ideia é que mais países africanos adiram à iniciativa da taxa de bilhetes aéreos da UNITAID. Neste momento, seis países africanos contribuem para a iniciativa, nomeadamente, Camarões, Congo, Madagáscar, Mali, Maurícias e Niger como forma de contribuir para a solidariedade internacional, financiando a resposta para o HIV/Sida, malária e tuberculose nos seus países.