Em declarações a nossa fonte, Maria Omar disse que Manica possui 1.800 tanques piscícolas e 1.218 produtores, contra os sete mil produtores e 10 mil tanques em todo o país. Depois desta província, Zambézia ocupa o segundo lugar, cujo número de tanques e produtores não foi revelado.

Em termos de produção, a governadora de Manica, Ana Comoane, que participou na abertura do encontro, informou que a província produziu, no ano findo, pelo menos 2.300 toneladas de peixe em cativeiro. Pelo seu impacto, Comoane disse que a piscicultura de pequena escala não só abastece aquela província, como também outras vizinhas bem assim alguns países da região, nomeadamente Zimbabwe, Malawi, Zâmbia e Congo Democrático.

Na ocasião, Maria Omar revelou que em todo o país foi alcançada até ao fim de 2012, uma produção de quatro mil toneladas de peixe, na sua maioria tilápia, prevendo-se que até 2014 seja alcançado o plano de sete mil toneladas no sector familiar.

No sector comercial, até 2014 as previsões indicam para 70 a 100 mil toneladas, estando neste momento a produção neste sector avaliada em 11 mil toneladas, totalizando assim uma produção global de 15 mil toneladas.

Manica - Província lidera produção de peixe

Chokwe produz Alvinos

A fonte deu ainda a conhecer que no quadro da massificação da piscicultura, o INAQUA prevê edificar um Centro de Pesquisa e Treinos, cuja vocação principal será a formação de pessoal qualificado para esta área e produção de alvinos para atender o mercado aquícola do país.

O referido centro prevê produzir, anualmente, um milhão de alvinos para serem fornecidos ao sector privado, para este proceder à sua comercialização aos produtores familiares.

O empreendimento, segundo a fonte, está avaliado em quatro milhões de dólares norte-americanos e a sua execução inicia este ano, devendo as obras serem terminadas até 2014.

Nos últimos dois anos, 2011/2012, o INAQUA privilegiou a reabilitação dos centros de transferência de tecnologia, através da Escola Superior de Ciências Marinhas que, anualmente, tem vindo a graduar técnicos para o sector aquícola.

Apesar dos resultados encorajadores que têm vindo a ser alcançados na implementação do Plano de Acção para a Massificação da Aquacultura, muitos e enormes desafios ainda esperam ao subsector da aquacultura ao nível nacional, segundo reconheceu a directora do INAQUA, Maria Isabel Omar, que dirigiu o encerramento da reunião nacional.

Falando no acto, Maria Omar afirmou, no entanto, que a instituição que dirige, com os técnicos e os recursos afectos a todos os níveis, com o empenho, entrega abnegada, trabalho árduo dos piscicultores e com o aproveitamento dos recursos hídricos existentes em abundância, irá empenhar-se visando catapultar a produção aquícola ao nível nacional.

Disse terem sido definidas as metas a serem alcançadas ao longo do triénio 2013/2015, altura em que se espera tenha sido implementado cabalmente o Plano Quinquenal da Massificação da Aquacultura, cuja implementação iniciou há dois anos.

Entre as contrariedades que podem influenciar negativamente o referido plano, Maria Omar retomou a problemática do garimpo, uma das práticas de mineração artesanal considerada bastante nociva ao ambiente e que pode minar os esforços em curso no país visando a massificação da aquacultura, subsector de pescas que constitui, neste momento, um dos contributos e apostas essenciais para a melhoria da segurança alimentar e nutricional das populações.