Tal ameaça, conforme constatou a nossa Reportagem no local, resulta do estado avançado de degradação em que se encontra, uma situação agravada pelas recentes chuvas que aumentaram o caudal daquele curso hídrico.
De acordo com o Delegado da Administração Nacional de Estradas (ANE), Fernando Dabo, as chuvas que têm vindo a cair naquela região da província de Inhambane desde Janeiro passado a esta parte, aumentaram o caudal do rio e o leito está alargar-se cada vez mais, deixando, deste modo, a estrutura da ponte a descoberto.
“A ponte sobre o rio Inharrime é uma grande preocupação neste momento, pois, a qualquer momento, pode cortar-se”, alertou Fernando Dabo.
Como acção de mitigação do perigo à vista, Dabo explicou que a sua instituição está envolvida na realização de acções de manutenção de rotina, nomeadamente da protecção da estrutura da ponte e taludes, com recurso a solos e cimento numa tentativa de impedir o avanço das águas que estão a criar a erosão sobre a estrutura.
A nossa fonte reconheceu, no entanto, que a intervenção da ANE naquela infra-estrutura de engenharia, não é uma solução definitiva, pois, segundo informou, a degradação da ponte sobre o rio Inharrime não começou com as recentes enxurradas que fustigaram a província de Inhambane, mas sim, em 2007, altura que se idealizou um projecto de engenharia para travar a destruição da ponte pelas águas.

“Nessa altura, o projecto para intervenção definitiva estava orçado em cerca de dez milhões de meticais. De lá para cá passa muito tempo e a ponte foi sofrendo de tal modo que as águas estão a escassos metros para separar a ponte com a plataforma da estrada, dai que o novo projecto de engenharia, será muito mais oneroso do que o primeiro orçamento”, disse aquele técnico.
Além da ponte sobre o Inharrime agora em perigo de desabar e interromper a circulação na maior rodovia do país, a chamada espinha dorsal dos transportes terrestre, as chuvas intensas que caiem em Inhambane desde a segunda semana de Janeiro último, danificaram a ponte metálica na estrada R918 que estabelece ligação entre Dambo e a cidade da Maxixe, onde os encontros daquela infra-estrutura ficaram erodidos. O mesmo acontece na R919 que liga Panda e Urene na qual a cadeia dos aquedutos foi galgada pelas águas deixando, deste modo, que grande volume de água alagasse a plataforma da estrada onde o trânsito é feito por viaturas com tracção às quatro rodas.
No distrito de Homoíne, na R482 (Chinjinguir/Mubalo) os acessos à ponte metálica foram também corroídos pela acção das águas, facto que deu lugar à danificação dos aquedutos, entre outros estragos.
Fernando Dabo disse que na área das estradas, as pontes nas zonas onde se registaram chuvas intensas é que sofreram danos consideráveis e que a sua reposição, necessita de avultados recursos financeiros, com destaque para a ponte sobre o rio Inharrime, seguido da estrada Dambo/ Maxixe que se encontra intransitável.















